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Autarquia promove sessão de esclarecimento sobre Vespa das Galhas do Castanheiro

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07 Jun 2017

Sendo o setor primário um dos principais motores da economia do concelho, o Município de Tarouca, atento e interventivo no que concerne ao garante da produção dos agricultores e produtores locais, promoveu hoje, à semelhança do que aconteceu em 2015, uma nova sessão de esclarecimento sobre a vespa das galhas do castanheiro, uma praga que coloca em causa a normal produção de castanha.

A iniciativa pretendeu esclarecer e informar os presentes sobre esta praga, nomeadamente os sintomas, a sua forma de propagação, os meios de combate existentes, procedimentos a ser adotados pelos agricultores, bem como pelas entidades envolvidas no combate à praga, no sentido de evitar perdas futuras de produção de castanha.

A sessão de esclarecimento foi dinamizada pelo Vice-Presidente da autarquia, José Damião Melo, e pelo Eng. Cândido Henriques coordenador técnico da Associação Portuguesa da Castanha (REFCAST), tendo contado ainda com a presença do Representante da Direção Regional da Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN), Eng. Joaquim Alves, e da técnica do Gabinete do Ambinete da autarquia, Sandra Carvalho.

Segundo a Associação Portuguesa da Castanha (REFCAST), no combate a esta praga os agricultores têm um papel preponderante e crucial, numa primeira fase, através do uso de plantas não infetadas (usar nas plantações material com passaporte fitossanitário, uma vez que a praga foi introduzida em Portugal por espécies de castanheiros vindas do estrangeiro), numa segunda fase, na verificação semanal das plantações jovens e eliminação das galhas infetadas, numa terceira fase, na comunicação à Câmara Municipal de Tarouca sobre presença da vespa das galhas e, por último, no uso de práticas culturais adequadas à fase da luta biológica.

A REFCAST esclareceu que a luta biológica, ou seja, a largada de insetos “bons” “Torymus Sinensis”, que vão depositar os ovos nas galhas dos castanheiros infetados, não deixando que a vespa das galhas se desenvolva, permitirá equilibrar a balança e no futuro poderemos conviver com a vespa das galhas sem, contudo, afetar a produção de castanha. Já os produtos químicos não são aconselhados, pois não erradicam a praga, já que o inseto eclode de forma escalonada, por fases, e, portanto, não se mostram eficazes.

No caso de deteção de galhas contaminadas, os produtores devem proceder à sua remoção para um saco e queimá-las, bem como comunicar à autarquia, nomeadamente ao Gabinete Técnico Florestal, os focos de deteção que identifiquem, através do telefone 254 677 420, ou do email sandra.carvalho@cm-tarouca.pt

Recorde-se que o inseto é considerado uma das pragas mais prejudiciais para os castanheiros em todo o mundo, uma vez que, ao atacar os gomos foliares e formar galhas, vai reduzir o crescimento dos ramos e a frutificação, podendo diminuir drasticamente a produção e a qualidade da castanha e conduzir mesmo ao declínio dos castanheiros.

Originária na China a praga iniciou a sua dispersão mundial primeiro na Ásia (Japão, Coreia e Nepal) e, posteriormente, na América do Norte (Estados Unidos da América) e na Europa, com a primeira deteção referenciada em Itália em 2002 e, posteriormente, em França, Eslovénia, República Checa, Hungria, Croácia, Espanha (Catalunha, Andaluzia e Castela-Leão) e, mais recentemente, em Portugal (junho de 2014) e na Alemanha.

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